
Estudantes de vários cursos realizaram uma manifestação silenciosa no saguão da reitoria, pouco antes da reunião do Conselho Universitário na manhã desta sexta-feira. Conforme o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS, Renan Pretto, eles protestam contra a ideia de impedir os agradecimentos individuais dos alunos nas formaturas:
— Querem nos calar. É exatamente por isso que estamos fazendo um ato em silêncio. Não queremos mais do que 30 segundos para agradecer aos nossos familiares. Tem gente que viaja 600 quilômetros para ver o filho que está há anos longe de casa.
Segundo Renan, a proposta do DCE é dar tempo total para cada formando de dois minutos, do momento em que o nome é anunciado até o recebimento do diploma e o discurso individual. Ele também reclama da falta de retorno da reitoria.
— Ninguém nos fala nada. Faz um mês que enviamos uma série propostas para a reitoria, mas não estamos tendo retorno. Ficamos sabendo que haverá uma definição pela mídia.
Um abaixo-assinado na internet, lançado para colher adesões à ideia de que a manifestação do formando na cerimônia é sagrada, já conta com um bom número de adesões.
— Estamos com que 2,4 mil assinaturas. Isso significa cerca de 10% dos estudantes da UFRGS — comenta o diretor de relações institucionais do DCE e membro do Conselho Universitário, Marcel Van Hattem.
Outra discussão é sobre o Salão de Atos, que deve entrar em reforma no final do ano, justamente quando começam o período de formaturas de 2010/2.
— O local é usado para atividades externas durante o ano e quando chega o final do ano é a nossa vez. Por que não usam esse tempo que não tem programação interna para a reforma? - questiona Pretto.
A universidade está reavaliando e promete regras definitivas até 15 de maio.
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